
Nem acho que seja assim tão impossível de acontecer ou de entender,
enfim, pelo sim ou pelo não, a arte não é a vida desencontrada dos encontros?
Então é mais ou menos assim, desse jeito ou nada, sem exageros ou barreiras,
tudo sem fim de estrada, na beira. Calçada de agitação, acredito, estou
anuviada e prefiro me ausentar a ter que responder se é ou não é uma coisa
assim de um todo em torno de um mim. Por ora deixa ser eu mesma, para mim
própria, comigo, por dentro do meu fora, soprei uma bola quente
e agora só quero aquilo que me deixa fechar os olhos e ter só pensamentos mais íntimos e
não pensar em mais nada. Se todo mundo tá feliz? Hoje isso não me importa. Tô
ausente. Lá fora...
[Luane Vieira Figueiredo]


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